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Uma grande vitória poder divulgar o nosso projeto!
A OFICINA DE LEITURA E CRIAÇÃO LITERÁRIA
3A. IDADE CLARETIANAS FOI UM DOS PROJETOS SELECIONADOS PARA APRESENTAÇÃO NO III FÓRUM DO PLANO NACIONAL DO LIVRO E DA LEITURA E NO III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS, EM AGOSTO DE 2010.
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domingo, 18 de janeiro de 2009

Metáforas da Vida

Imagem: The tree of life, de Gustav Klimt



Proposta do exercício: Estudamos a alegoria de Machado de Assis para a Vida e, com base nela, vamos criar a nossa própria metáfora: “Vida a que me convidas?” A vida é um baile? É um quadro? É um jardim? É um líquido que sorvemos? O que nos cativa nela? O que de tão belo nos assombra? O que nos comove a ponto de, talvez, assustar-nos?

A vida nos assombra com suas histórias - Jacinto Sánchez Verni



Este fato aconteceu por volta do ano de 1883, quando minha falecida avó paterna, Dona Rosária, que estava com seus oitos anos de idade e que, como toda menina, brincava com sua boneca em companhia de suas primas e amigas, no quintal de sua casa, lá na lendária Espanha.
Em dado momento, começaram a observar sua avó, que estava sentada, ao que me lembro pelo que nos foi contado, no degrau da porta de sua casinha. Olhava, distante, na linha do horizonte. Quem sabe, a pensar, pensar...
As meninas, com aquela formação embasada pelo respeito e estima incondicional pelos membros mais idosos da família, começaram a ficar preocupadas. Perguntavam-se:
- Será que a vovó está triste porque fizemos alguma arte e a magoamos?
Uma das meninas propôs:
- Vamos perguntar a ela?
- Acho que não. Respondeu a outra menina.
Mas a vovó continuava lá sentada, o olhar no vazio, fitando lá longe, naquela tarde, lá na Espanha, aguçando cada vez mais a curiosidade das meninas.
Até que minha avó Rosária, vencendo o receio, aproximou-se de sua avó e perguntou-lhe:
- Voelita (avozinha, de maneira carinhosa, no idioma espanhol) porque a senhora está triste? Será que cometemos algum erro, sem percebermos?
- Hijas mias (minhas filhas) vocês podem ficar sossegadas, não fizeram nada de errado. Respondeu a avó.
Que alívio, o das meninas!
E continuou:
- O que eu estou aqui, pensando, é que chegará o dia, e não está muito distante, em que haverá coches que andarão sem que precisem de cavalos para puxá-los; e ainda mais, coches que voarão como os pássaros, carregando pessoas.
E continuou ali, com sua postura pensativa.
As meninas se entreolharam, incrédulas. Foram se retirando vagarosamente, prosseguindo com seus brinquedos favoritos. Logo depois, muito baixinho, ao pé da orelha, cochicharam, com todo respeito:- Será que a vovó está bem da idéia? Pois onde já se viu carros andarem sem necessidade de cavalos para puxá-los, e mais ainda, voarem como os pássaros transportando pessoas e objetos? De onde será que a vovó tirou essa idéia?
Hoje, passados todos esses anos, ao relembrar este fato que sempre foi contado entre a família, penso que posso responder à pergunta das meninas: de onde será que a vovó tirou essa idéia? Ou melhor: de quem veio essa idéia? Por intermédio de quem ela captou essa informação? Ou teria ela sido um instrumento de ligação com esferas superiores onde, segundo se comenta, o espaço e o tempo não existem?
Será que essa minha trisavô teve uma experiência holística, da presença do todo, da criação divina, que se perpetua eternamente, no sentido de que sempre tudo existe, sempre existiu, não havendo princípio nem fim?



No picadeiro - Silvia Ap. Cristofoletti Galvani



No grande picadeiro da vida, somos os protagonistas desse espetáculo, exercendo as mais variadas funções, quase que ao mesmo tempo: exímios equilibristas, ágeis malabaristas, sérios e atentos domadores e até mesmo irreverentes palhaços, trazendo na cara um vasto sorriso pintado e um enorme e rubicundo nariz.
Enfrentamos grandes desafios: os previstos e os imprevistos. Estamos em constante movimento. Uma existência monótona torna a vida sem graça, sem encanto.
Não devemos nos intimidar pelas dificuldades, e, sim, procurarmos decisões temperadas de sabedoria. Não estamos livres de sofrimentos, mas Deus promete estar conosco em todas e quaisquer circunstâncias.
A vida é bela, que até chega a dar medo, não o medo que paralisa, que nos deixa estáticos, sem ação, porém o de queremos resolver, de acreditarmos que isso é possível.
Que a alegria e os risos ainda bailem no ar, depois de o circo ter ido embora!




A vida me convidou - Cleudinéia Ap. Gaspar Zavarello


A vida me convidou a viver uma história e, posso dizer, uma história de amor.
Casei com Hélio em 1969 e fomos enriquecidos com dois filhos: Amanda, nascida em 1971, e Ricardo, que chegou em 1973.
A vida passou-nos como um baile, no qual dançamos. As vezes, seguindo o ritmo, outras vezes, tropeçando. Mas, dançando sempre juntos, até 2003, quando Jesuis quis o Helio para ele, e, nesse momento, minha vida se fez um quadro. Um quadro e um jardim de recordações.
Eu continuei sorvendo o líquido da vida, ao lado dos meus netos Murilo, Nycolas, Jeferson, Isabeli, Bruna e Pedro.
O que me cativa na vida é a força que temos para viver.
O belo da vida é sentir todas as emoções e os medos que ela nos revela.
O que me assombra e me assusta é o que eu ainda possa vir a sentir ou passar.
Mas é a Vida, e é bom estar aqui.



A Vida - Célia Maria Cestaro Christofoletti


Aprendi a amar o movimento quando está nele a transformação. E aí está a vida plena de possibilidades e de beleza.
Se pensarmos o que fomos ontem, o que somos hoje e o que seremos amanhã nos daremos conta de que não somos os mesmos, estamos sempre mudando.
E essa mudança implica em aprimoramento, em horizontes espraiados que os olhos da razão e os olhos do coração permitem alcançar, pelo entendimento e pelo amor.
O que assusta, e o que encanta na vida, vejam que contradição, é o vir a ser. A vida está sempre acontecendo e não sabemos o que virá. Adversidades, alegrias, realizações, frustrações, encontros, desencontros?
Estar vivo é estar alerta. Atentos ao que é e ao que será, desfrutando de todos os sentidos de que somos dotados: cores, odores, formas, sons, sensações.
Entender a vida como movimento e transformação é, também, entender que ela não acaba. Fomos semente, desabrochamos. Voltaremos a ser semente, pois que ela é a essência e está em nós.


A vida: mistério encantador - Regina Claret Kapp dos Santos


Fascinante, grandioso, encantador e desafiador é o mistério da vida. Força estranha? Força oculta? O que é?
Buscamos respostas em tudo, em todos os momentos, sobre a questão: Vida.
Tudo ao nosso redor, seres viventes ou já sem vida (que tiveram a sua história) nos mostram o quanto é impossível entender plenamente a profundidade desse mistério.
A partir da primeira célula de um ser humano, ou de outro ser vivente; o processo de gestação, de germinação ou evolução das espécies faz com que, pouco a pouco, se renove interruptamente o ciclo vital da existência.
A cada segundo, minuto, dia, mês e ano, tudo se transforma para conservar ou renovar o equilíbrio dos ecossistemas.
A luta pela sobrevivência, as vezes sutil, as vezes injusta e violenta, é mais questionadora ainda. Pois depende da vontade de cada ser humano, do instinto de cada animal, ou da energia vital contida na própria natureza. Energia que, vez ou outra, se extravasa além da normalidade, para resistir a tudo e continuar vivendo.
Oxalá, nós, homens e mulheres, refletíssemos constantemente sobre este mistério abissal! E que pudéssemos agir a favor da vida, para que as futuras gerações possam herdar um mundo renovado, permeado por valores essenciais para a harmonia plena de todos os seres com seu habitat, com seu planeta.
A vida: lixo ou jardim? - Maria Inês M. Filier

A vida é o mais belo presente que ganhamos do criador. Ela encerra os mais valiosos tesouros, sendo a jóia mais rara do mundo: que é o próprio viver.
Podemos fazer da nossa vida o mais belo jardim, assim como podemos fazer dela um depósito de lixo, onde depositamos todo tipo de entulho: restos de construções, restos de alimentos, papéis imundos, latas enferrujadas, bichos mortos e malcheirosos e, assim, vamos amontoando sujeiras e mais sujeiras.
O pior é quando permitimos que as outras pessoas venham jogar o seu lixo, emporcalhando ainda mais a nossa vida. Então, torna-se insuportável: são baratas, ratos e todo tipo de bicho peçonhento, que representam a raiva, as mágoas, ódios, tristezas e outros sentimentos ruins e negativos. Nós não aguentamos, e ninguém quer se aproximar de um terreno tão deteriorado. Assim, ficamos feridos, machucados, com a autoestima baixa.
Temos que retomar nossa dignidade; nos encher de força e coragem para limpar, reciclar esse terreno. Com as pedras, construirmos novos caminhos, grutas encantadas, fontes cristalinas, nas quais os pássaros, os animais silvestres e mesmo os homens venham saciar sua sede.
Recolher tudo o que pudermos juntar e fazer pontes. Ah! Como são necessárias as pontes, pois nos ligam com os outros, e eles a nós. Fazer canteiros de hortaliças, para nos alimentar e aos nossos amigos.
Plantar flores de todos os tipos e cores para perfumar e embelezar nossas vidas. Para as crianças e todos quantos quiserem achegar-se e sentir os aromas, brincar nesse jardim, cantar e dançar a dança da vida.
Plantar fé, esperança, fraternidade, solidariedade, sabedoria, justiça, paz e amor. Ninguém mais vai querer jogar lixo num lugar tão lindo, pelo contrário, as pessoas respeitarão e amarão essa vida.
Transportar uma montanha para dentro do jardim. Para, todo dia, com muita humildade, simplicidade e sabedoria ir escalando-a, pouco a pouco, com perseverança ir ao encontro Daquele que é o Autor da Vida.
Como você quer sua vida? Lixo ou jardim?


VIDA

A vida chega de improviso
A vida fica porque quer
A vida se enamora da vida
A vida quer ir e você não quer que vá
Mas a vida tem que seguir, senão
Não seria VIDA!

VIVER

Viver por viver
Imensamente
Dádiva do querer.

Vida vai, vida vem

Vida vai
vida vem
como as ondas do mar
tempo vivido que não volta jamais

Vida: um eterno desafio - Lícia Mônaco Perin

Pequena e chorona nasceu a criancinha. Na dança do mundo, cresceu entre crises.
O dinheiro era curto, o emprego, difícil. A pobreza rondava cada casa, cada lar. Desperdício? Nem pensar! A vida dura para todos, crianças e adultos.
A menina foi crescendo. Quietinha, solitária, deitava-se por horas no chão duro do quintal de terra, deixando seus sonhos buscar o azul do céu, a brincar com as nuvens que bailavam no eterno firmamento.
A escola, os livros! Ah,os livros! A grande descoberta! Agora, a menina vivia e sonhava o encontro das extraordinárias aventuras numa frenética busca pelo mais! Curiosidade! Emoção! Riso e choro! Quanto um livro pode trazer!
Mas, o corpo pedia, e o esporte chegou: a mesma paixão, a mesma descoberta. Como era bom ser jovem e consumir energia, aprendendo a ser mais um no grupo, a se empenhar ao máximo em busca de um resultado, a lutar com ética, respeito, sem tripudiar sobre os adversários.
E veio o namoro. O flerte, os bailes, os olhares trocados com significado especial. Qual pássaro, que escolhe seu parceiro para toda a vida, também a menina, agora adolescente, adotou a monogamia e seguiu para o altar.
A profissão escolhida já nos primeiros anos de vida foi alcançada e exercida com a persistência do desbravador que, quando necessário, improvisava para conseguir melhores resultados, executava a capacidade de minimizar a dor dos que sofriam.
Os filhos, a família completada. O marido, parceiro e leal. A vida seguindo com suas doses de altos e baixos. Sempre muito trabalho. Sempre engajados em trabalhos da comunidade.
A vida pública. A mudança radical. Uma visão diferente de tudo. Não há tempo para devaneios. É preciso executar o conhecimento acumulado; é preciso sair de si, pensar plural. Abraçar as necessidades do próximo, das entidades, enfim, da cidade. Somar à sua vida, já tão repleta, outra vida, dedicada à causa pública. Quatro anos de exaustão!
Depois, aquela menina que se engajara, corpo e alma, nesse viver, não cabia mais numa vidinha comum. Passaram-se, então, quase quarenta anos de engajamento em projetos, atividades ou atitudes que pudessem melhorar a vida em nosso planeta.
Hoje, menina de 78 anos, paro e penso: não posso viver sempre num jardim, nem eternamente dançar ao som caliente de um bolero. Não sei pintar quadros, mas me assombro e me enterneço ao lembrar minha caminhada: serei eu aquela menininha que, ao nascer, era a filha do meio entre cinco irmãos, numa família que viveu uma imensa crise – a de 1929? Aquela que, à época, escolheu uma profissão ímpar para mulheres, mesmo sendo canhota?
Entretanto, o que me assombra, mais que tudo, é o número de amigos que conquistei e conservo. A alegria e o equilíbrio que sempre procurei ter comigo, mesmo nos momentos dolorosos. Pois tenho a certeza que Deus não me protege – Ele me mima!

A vida é uma escola - Rosemarie B. Grassmanm Bóbbo

A vida é uma escola. Todos nós somos pensamentos de Deus. Quando nascemos, começa a eternidade. Eternidade significa vivermos as vinte e quatro horas do dia ligados a Deus. Mas isso só acontece se quisermos, pois Deus não é ditador, Ele não arromba a porta.
Nosso coração, que podemos representar por uma porta, tem um trinco somente por dentro. Jesus bate. Depende de nós abrirmos ou nos fazermos de surdos. Ele não arromba a porta, apenas bate.
Quando abrimos, podemos nos apresentar a ele como somos, mas Ele não nos deixa assim. Pois através de Seu Filho, Jesus Cristo, nossos pecados são perdoados e, então sim, somos transformados de criaturas em filhos de Deus.
Aí, é somente confiar, obedecer. Não nos tornamos santos; precisamos, sempre, do perdão de Jesus. Mas o Espírito Santo vai nos moldando. E, quando dizemos: - Senhor, dispõe de mim! A vida passa a ser uma aventura maravilhosa. Não sem problemas, não sem tentações, mas não caímos mais nelas. Isto não é religião. É fé em Cristo!
Ele veio ao mundo para morrer na cruz por nossos pecados e fundar a fé Nele somente.

Saiba que, chegando aos 60 anos, teremos dormido vinte anos. Seis anos teremos gasto para comer e prosear um pouco durante as refeições. Quatro anos mais gastaremos para nossa higiene, tomar condução e mais um mínimo de prosa. Vejam lá, que 30 anos já se foram!

Conversa de dois passarinhos

Em um galho de árvore frondosa,
Uma andorinha e um pardal
Tiveram a seguinte prosa:
Pardal, disse a andorinha,
Já reparaste como o ser humano
Se preocupa e corre
E de cansaço até morre?
É, andorinha, responde o pardal,
Nós, passarinhos, temos um Deus
Que nos alimenta, guarda e cuida,
A nós, nada falta, está tudo bem!
Mas, andorinha, eu temo,
Que esse nopsso Deus
Os humanos não têm!










































domingo, 16 de novembro de 2008

Primeiro Exercício



Esse primeiro registro é fruto de uma dinâmica na qual os alunos foram divididos em dois grupos. O grupo A deveria fornecer ‘Palavras-Problema’ e o Grupo B ‘Palavras-solução’, sobre o tema Meio Ambiente. As palavras (ou conceitos) foram anotadas e os alunos produziram os textos com base nessas palavras. No dia da leitura dos textos, é sempre muito agradável observar como os alunos interagem, apreciam os trabalhos uns dos outros, complementam idéias, criando um ambiente construtivo de aprendizagem.
Imagem: Cataratas do Iguaçu
(foto feira por mim, em março de 2007)




A parcela de cada um - Regina Claret Kapp dos Santos

Se olharmos ao redor, para o mundo em que vivemos, iremos nos deparar com uma situação preocupante: poluição do ar, agressão à camada de ozônio, devastação e queimadas de florestas, lixo cumulativo, desperdício de água e energia elétrica, caça e pesca predatória, isto em relação ao meio ambiente e ao que ele nos oferece.
Poderíamos, ainda, lembrar em nível dos seres humanos: desigualdades sociais, miséria, descaso com a saúde pública, falta de educação e segurança, a desintegração das famílias, desemprego, abandono de crianças, etc.
Tudo isso nos leva a questionar:
- Temos alguma parcela de culpa em toda esta situação?
- Mudando de atitudes, poderemos, ainda, pensar em reverter a situação?
A meu ver, sim!
A parcela da colaboração de cada um, a partir da consciência de compromisso mútuo, social e atuante, num processo educacional permanente, com a participação dos agentes políticos, tudo poderá transformar-se, não de imediato, mas aos poucos.
Através do tratamento e bom uso da água, do reflorestamento constante, da reciclagem do lixo, do cuidado com os animais, da sensibilidade para criar oportunidades de crescimento para as classes menos favorecidas, oportunidades de trabalho, de formação educacional, do cuidado preventivo e permanente com a saúde de todos, desde a concepção, gestação, nascimento e crescimento de cada ser, proporcionando dignidade e bem estar por toda a sua vida, até chegar a uma velhice estável e respeitada.
O tempo não pára. O momento presente nos preocupa, sim, mas quer nos desinstalar para fazermos a nossa parte; o nosso futuro, e de nossos descendentes, está aqui e agora: em nossas mãos!


Poluição Visual - Silvia Galvani

Quando o assunto é poluição, dificilmente as pessoas se lembram da poluição visual. Mas, o que é poluição visual? Em áreas urbanas, é a proliferação indiscriminada de outdoors, cartazes, formas diversas de propagandas e outros fatores que causam prejuízos estéticos à paisagem urbana local.
Diariamente, deixam em nossas casas os mais variados tipos de propagandas, que, se não recolhidas de imediato, o vento se encarrega de espalhá-las pelas ruas e avenidas, e enfeiam a nossa cidade.
O que não dizer do lixo que pessoas mal educadas jogam quando passam de carro ou passeiam, despreocupadas, olhando as vitrines, ou ainda, nos pontos de ônibus?
Dias atrás, esperava pelo ônibus, num ponto central e de grande movimento, quando deparei com toda espécie de sujeira deixada debaixo do banco - ali colocado para que os usuários dos coletivos não se cansem, ao esperar por eles. Não vi nenhum recipiente onde pudessem colocar toda aquela imundície. A moça encarregada da limpeza, pedindo licença, varria os restos ali esquecidos.
Poderia, ainda, citar outros fatores causadores de poluição visual, como bem mostra a foto que ilustra essa crônica, tirada para trabalho escolar, e que retrata o lixo colocado pela vizinhança muito antes do horário previsto para recolhimento.
É preciso que uma mobilização de todos os cidadãos e governantes, cada um fazendo a sua parte, conscientizando as pessoas sobre seus direitos e deveres. Só assim, nossa cidade será um belo cartão de visitas para os que aqui chegam.


Meio Ambiente - Natália Genari Krügner

Além dos problemas pessoais, familiares e outros, ainda temos problemas ambientais, com os quais convivemos diariamente.
Quem causa tais problemas? Já parou para pensar quantas vezes poluímos o meio ambiente, do qual dependemos para viver?
Vejamos: você devasta a mata, tira madeira da sua “Floresta”, coloca fogo onde não deve?
Claro que não!
Mas, certamente polui o ar com aerossóis, com fumaça de cigarro, pisa na grama, joga lixo nas calçadas e outros lugares públicos, pela janela do carro; gasta mais água do que deveria, não utilizando esse recurso de modo adequado, entre outras coisas.
Já parou para pensar? Então, pare agora. Comece a agir com consciência, se reeducando e, melhor ainda, sendo um bom exemplo para todos os que utilizam o mesmo ambiente que você!
Concluindo, nós nos vangloriamos em estabelecer regras, mas as esquecemos muito rapidamente e violamos as mesmas.




“Eu só peço a Deus que o futuro não me seja indiferente” - Célia Maria Cestaro Christofoletti

Quando leio notícias sobre agressão violenta ao meio ambiente, como a devastação de grandes áreas de florestas, a mortandade de peixes, porque os rios estão tomados pela poluição. Quando vejo noticiários que falam de enchentes e pessoas sofrendo as conseqüências desse descompasso entre progresso, prevenção e cuidado temo pelo futuro.
Pelo amor que tenho à vida, à natureza, à humanidade, não posso ficar indiferente ao futuro que nos espera. E, penso que a tristeza e a indignação não bastam. É preciso ATITUDE.
Se, na minha rotina diária, evito desperdício de água, fico atenta ao uso e abuso de embalagens, se reciclo o lixo doméstico, se converso com as pessoas, trocando idéias sobre como contribuir para melhorar o meio ambiente, estou tendo ATITUDE.
Mas, sinto que é preciso mais, e estou pronta a dar esse passo. Procuro estar sempre informada e atenta ao tema, procurando envolver outras pessoas nessa caminhada.


O Ontem e o Hoje - Licia Mônaco Perin

O trem sacolejava e batia como um martelo em minha cabeça. Que dureza! Só a lembrança da beleza das belas praias de Santos amenizava o mal-estar que me embrulhava o estômago, provocando náuseas. Que dureza!
Olho para a paisagem que passa devagar. Linda! Verdinha, verdinha! Levava-me a sonhar acordada. É fácil, aos doze anos, ser personagem dos livros de Tarzan: já no quintal de casa eu ‘exercitava’, pulando de galho em galho, na velha goiabeira.
O cheiro da mata vem até mim – é do sonhar, ou é real? Olho novamente pela janela do trem: sem clareiras de destruição a mata impera, magnífica! Uma ou outra casa de caboclo, rodeadas de palmeiras, sem lixo, sem poluição do ar, Fogo? Nem vestígio.
Hoje, sessenta e seis anos depois, cadê a mata? A singeleza da convivência primitiva do ‘caipira’ se foi. Indústrias ocuparam o lugar do verde, a fumaça esconde as nuvens que, antigamente, brincavam ao sabor do vento. Sumiram as pequenas cachoeiras.
Que alto o preço a pagar pelo progresso! Desmatamento, lixo, água e ar poluídos. Meu estômago se embrulha, outra vez. E não foi pelo balanço do trem! Que triste, pertencer à espécie humana!


Lembranças da vida na fazenda - Adelaide Dalva Tivelli Garbuio

Nasci em Analândia, que, na época, fazia parte do município de Rio Claro. Sou filha de italianos; meu pai se chamava Alfredo Tivelli e minha mãe, Filomena Somaio. Nasci na Fazenda Santa Glória, onde meu pai trabalhava como administrador.
Após o nascimento de meus irmãos e irmãs, meus pais compraram uma chácara em Analândia que, naquela época, era chamada de ‘Anápolis’. Éramos quatro irmãos e quatro irmãs.
Quando vivíamos na chácara, começamos a ir à escola, todos aprendemos a ler e escrever.
Na frente da chácara, passavam os tropeiros, que sempre eram acolhidos, de forma hospitaleira, pelo meu pai, Alfredo. Depois eles seguiam para a Fazenda Santa Maria da Glória.
Relembro que, o comerciante de Analândia, naquela época, era o Sr. Emílio Beltrati, cuja família vive até hoje em Rio Claro.
Recordo, também, o nome da escola que freqüentávamos, eu e meus irmãos: Escola José Neto. Lembro-me que levávamos os lindos caquis que frutificavam em nossa chácara para a escola, e os trocávamos por pão, com os colegas. A professora, chamada Alice Beluzzo, gostava muito dos caquis.
Guardo a lembrança dos meus irmãos tocando violão, no moinho de fubá, assim ouvíamos as músicas do nosso tempo. Meus avós, Adriano e Marietta, estiveram juntos a nós até que Deus os levou.
Essas recordações ainda estão no meu pensamento. E me dão certeza de que fomos muito felizes.


Bacia Hidrográfica do Corumbataí - Rosemarie Brunhild Grassmann Bobbo

Você, homem, mulher ou criança, é obra-prima do Criador. Que o fez guardião da Terra.
Este planeta é a sua herança, bem como seu legado. Envolvendo-o com paz, inundando-o com amor, preserve sua natureza, que Deus criou para você valorizá-la com seu serviço.
Proteger e defender o meio ambiente consiste em diminuir o sofrimento, cuidar da saúde e salvaguardar as espécies de plantas, aves, animais em geral, e de toda a raça humana.
Um pequeno exemplo: a bacia hidrográfica do Rio Corumbataí. Ela se localiza na porção centro-leste do estado de São Paulo, abrangendo os municípios de Analândia, Corumbataí, Ipeúna, Itirapina, Charqueada, Rio Claro, Santa Gertrudes e Piracicaba.
Possui uma área de 170.775,6 hectares; são 63,72km de extensão, no sentido norte-sul, e 26,80km de extensão no sentido oeste-leste. Seus principais rios são: Corumbataí (130 km de extensão); Passa-Cinco (60 km); Ribeirão Claro (43 km) e Cabeça (28 km).
Suas águas servem para o abastecimento de cerca de 600.000 (seiscentas mil) pessoas, sendo 100% do abastecimento de Rio Claro e Piracicaba. Estes rios se encontram assoreados, com excesso de areia em seus leitos, ocasionado pela falta de mata ciliar em suas margens. Assim, partículas de solo são carregadas pelas águas das chuvas até os leitos dos rios.
Os rios Ribeirão Claro e Corumbataí, além de assoreados, encontram-se com lançamento de esgoto in natura. Isto é, são resíduos sólidos e líquidos, oriundos de indústrias e de residências, além de parte do lodo produzido nas estações de tratamento de água (ETA), os quais são lançados nos rios criminosamente.
Calcula-se que a bacia hidrográfica do rio Corumbataí possua, hoje, um déficit de sessenta e três milhões de árvores nativas, o que corresponde a uma área aproximada de trinta e sete mil hectares.
A precipitação média, anual, entre 1973 e 1999, foi de 1.055 mm, e a vazão média mensal do rio Corumbataí, após receber todos os seus afluentes, foi de 15,9m3/segundo. A máxima vazão mensal foi de 168m3/segundo, conforme informações que datam de 1995.
Dados do ano 2000, sobre o uso e cobertura do solo na bacia hidrográfica do rio Corumbataí mostram que, do total de 170.777,6 hectares, 25,5% estão ocupados por cana-de-açúcar; 43,6% estão ocupados por pastagens; a área urbana ocupa 2,74%; a floresta plantada ocupa 7,3%; a floresta nativa ocupa 11,1% e o cerrado 1,2%.
Frase Indígena:
“Depois que a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for envenenado, vocês perceberão que o dinheiro não se come.”


“A natureza não perdoa nunca” - Geni Deolinda Bizzo

Na minha infância, era comum formarmos uma roda em frente à casa de madeira onde um gramado amaciava nossos pés descalços para ouvirmos nosso pai que, apesar do pouco estudo, nos transmitia muita sabedoria.
Sob a luz da lua, ou quando a dama da noite teimava em se esconder, sonhávamos com um futuro risonho que naquele momento nos parecia longe demais. Observávamos isso porque meu pai, nessas prosas, às vezes desanimado com os rumos do nosso país, gostava de citar o baiano Rui Barbosa em sua poesia (mais atual do que nunca) Sinto Vergonha de mim que, em seus versos finais, diz: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra a ter vergonha de ser honesto”
Vai longe esse tempo, mas parece que foi ontem.
Dia desses, zapeando na TV, chamou-me a atenção um vídeo do conhecido – mas não reconhecido – poeta e compositor Rolando Boldrin que, com sua bela interpretação e muitas lágrimas, apresentou esse poema famoso.
A apresentadora do programa, aproveitando a brecha, desfiou um rosário de queixas para seu auditório fiel, e fez-se porta-voz de muitos brasileiros que não conseguem verbalizar sua revoltas, mas que sentem na pele os desmandos dos nossos governantes.
Fiquei meditando e, a princípio, achei mais uma ação oportunista comum nesses programas. Depois, pensando bem, concluí que essa é uma maneira do povo de se manifestar (são os fins justificando os meios). Felizmente estamos numa democracia e podemos soltar nossa voz, fazer valer nossos direitos. Não é uma tarefa fácil, mas estamos nos engajando mesmo que timidamente.
Várias questões são levantadas nos debates promovidos pelos meios de comunicação ou em reuniões de representantes das várias camadas sociais. Um assunto recorrente é o meio ambiente, pelo qual tem-se feito muito pouco. O que se vê, na verdade, é uma distância entre intenção e gesto.
Poluição é um problema. Todos concordam, porque sofrem seus efeitos. Entretanto, medidas simples, como reciclagem de lixo, uso adequado da água, plantio de árvores, pesca não predatória, combate às queimadas, proteção da camada de ozônio deveriam fazer parte de ações individuais e coletivas, mas em direção das quais poucos se predispõem a dar o primeiro passo. Ações como essas, que nos permitiriam uma convivência harmoniosa e respeitosa com a mãe natureza, ficam só no discurso (cortam-se árvores simplesmente porque fazem sujeira).
Nós interferimos no curso da natureza e ela nos cobra. Agir para uma educação eficiente, erradicar a miséria material e moral, exigir dos nossos representantes postura mais efetiva são coisas que devemos fazer com urgência.
Estamos enfrentando desafios de viver no século XXI. Vamos lutar, mas não com as armas que conhecemos nas mãos dos fora da lei. Combater o bom combate, como diz o Apóstolo dos gentios Paulo de Tarso. Vamos usar nossa voz, nossa indignação, soltar o grito oprimido na garganta, através do voto que a democracia nos confere.
Vamos contrariar Rui Barbosa e queira Deus que ele possa, onde estiver, descansar tranqüilo e não mais sentir vergonha de ser honesto.

Reflexão: Deus perdoa sempre, o homem perdoa às vezes. A natureza não perdoa nunca.